Porque um quiz de vez em quando não faz mal a ninguém, aqui está um que nos indica a nossa personalidade de leitura:
https://modernmrsdarcy.com/quiz/
A vocês calhou-vos qual?
A mim calhou-me a personalidade Exploradora ("The Explorer"):
O Explorador sabe que um leitor vive mil vidas. Esse tipo de personalidade gosta de experimentar um mundo de possibilidades e concorda firmemente que a leitura gera empatia. Os exploradores pensam sobre o que vão ler a seguir. É provável que recebam as suas recomendações de leitura de outros leitores seus conhecidos, de outros viajantes, a partir dos assuntos do dia ou das suas próprias pesquisas.
The Explorer knows that a reader lives a thousand lives. This type enjoys experiencing a world of possibilities and firmly agrees that reading builds empathy. Explorers are thoughtful about what they read next. They are likely to get their book recommendations from their fellow readers and sometimes fellow travelers, the issues of the day, and their own research.
Eu, eu e eu, o meu umbigo, o drama da emigração e talvez ainda uns pozinhos de feminismo.
[REVIEW] The Last Girl
The Last Girl: My Story of Captivity, and My Fight Against the Islamic State by Nadia MuradMy rating: 5 of 5 stars
This book reveals such a painful reality... I have no idea what it’s like to live in war, I know nothing about captivity. I am free and privileged, I chose to study abroad and to work in another country, I lost some of my family and friends to accidents or just old age...
This book is such a punch in the gut, all these horrible horrible things happened in the 21st century!!! How?
It’s also a wake up call for passivity... if you see someone being beaten in the street would you ignore it?
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Women’s Prize for Fiction
Esta semana a lista dos 16 seleccionados para o prémio literário Women’s Prize for Fiction foi anunciada. Este é sem dúvida o meu prémio literário favorito, aquele que eu sigo com mais atenção!
Aqui está a lista completa dos primeiros 16 a serem seleccionados:
·
Djinn Patrol on
the Purple Line by Deepa
Anappara
·
Fleishman is in
Trouble by Taffy
Brodesser-Akner
·
Queenie by Candice Carty-Williams
·
Dominicana by Angie Cruz
·
Actress by Anne Enright
·
Girl, Woman,
Other by
Bernardine Evaristo
·
Nightingale
Point by Luan Goldie
·
A Thousand
Ships by Natalie
Haynes
·
How We
Disappeared by Jing-Jing
Lee
·
The Most Fun We
Ever Had
by Claire Lombardo
·
The Mirror and
the Light by Hilary
Mantel
·
Girl by Edna O’ Brien
·
Hamnet by Maggie O’ Farrell
·
Weather by Jenny Offill
·
The Dutch House by Ann Patchett
·
Red at the Bone by Jacqueline Woodson
Dos 16, apenas pus 6 na lista de livros que gostaria de ler (marcados aqui a vermelho)… Parece que estou a ficar muito selectiva com as minhas escolhas de leitura... com cerca de 130 livros por ler em casa, mais uns 80 na biblioteca municipal identificados como “livros para ler ASAP” sobram-me poucos argumentos para comprar livros novos e publicados há menos de 1 ano...
Desafio “Read Harder” para 2020
O Book Riot organiza há 6 anos um desafio anual chamado “ReadHarder” com 24 tarefas para dar novas ideias de leituras/livros a pessoas que
querem ler de forma mais ampla ou simplesmente sair da sua zona de conforto.
Apesar de dar imenso trabalho, às vezes faz bem analisar as
nossas leituras e perceber se a maioria dos autores que lemos são de um
determinado país, de um determinado género, se só lemos ficção ou se só lemos
não ficção… etc.
Ler amplamente significa encontrar novas ideias ou perspectivas
em livros inesperados, significa que vamos ter mais ferramentas para
compreender um assunto complexo porque o examinamos de vários ângulos ou recorrendo
a diferentes abordagens.
Para 2020, o Book Riot sugere 24 “tarefas”.
Mais um desafio
a juntar aos anteriores ahahahah – isto já não é realista de todo…
#1 - Lê um livro de não-ficção do género Young Adult
#2 - Lê uma adaptação de um clássico / conto de fadas / mito
por um autor de cor
#3 - Lê um mistério em que as vítimas não são mulheres
#4 - Lê um livro de memórias gráfico
#5 - Lê um livro sobre um desastre natural
#6 - Lê uma peça de um autor de cor e / ou autor queer
#7 - Lê um romance de ficção histórica que não se passa na
Segunda Guerra Mundial
#8 - Lê um áudio-livro de poesia
#9 - Lê o ÚLTIMO livro de uma série
#10 - Lê um livro cuja acção se passa num ambiente rural
#11 - Lê um livro de estreia de um autor queer
#12 - Lê um livro de memórias de alguém de uma tradição
religiosa (ou falta de tradição religiosa) que não seja a tua
#13 - Lê um livro de culinária sobre uma cozinha que nunca
experimentaste antes
#14 - Lê um livro cuja personagem principal é uma mãe
solteira
#15 - Lê um livro sobre alterações climáticas
#16 - Lê um “calhamaço” (um livro com mais de 500 páginas)
publicado depois de 1950 e escrito por uma mulher
#17 - Lê uma novela de ficção científica / fantasia (menos
de 120 páginas)
#18 - Lê um livro ilustrado com um personagem principal
humano de uma comunidade marginalizada
#19 - Lê um livro de, ou sobre, um refugiado
#20 - Lê um livro infantil que não ocorra nos EUA ou no
Reino Unido
#21 - Lê um livro com um personagem principal ou
protagonista com deficiência (ficção ou não)
#22 - Lê um livro de terror publicado por uma editora
independente
#23 - Lê uma edição de uma revista literária (digital ou
física)
#24 - Lê um livro de um autor indígena, qualquer que seja o
género
Definam os vossos desafios e partilhem-nos!
[REVIEW] Nice Girls Don't Get the Corner Office
Nice Girls Don't Get the Corner Office: 101 Unconscious Mistakes Women Make That Sabotage Their Careers by Lois P. FrankelMy rating: 4 of 5 stars
Whatever you think about these type of books (which is very likely the same as I did before reading this one -- easy crap for weak minds), I have to confess I am a changed woman!! No, really, I am not joking --> this book REALLY helped me in a very unstable period of my career when I lost my reporting line.
It also made me aware of my development areas (aka weaknesses) and gave me practical examples, articles, books to invest in myself! I would definitely recommend this book BUT… in order for you to enjoy it and see progress, you need to be ready to admit that you ACTUALLY make these stupid mistakes. It´s worthless to approach this book with your guard up and self-defense techniques ready to be used. Just… open up and embrace the change!
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Abraçar o conceito "DNF"
Eu gosto de começar coisas novas. Lápis, canetas, cadernos. E gosto de usar sempre os mesmos até os acabar. No trabalho ponho etiquetas com o meu nome nos meus lápis e canetas para ninguém mos roubar (e já todos sabem da minha "condição" por isso ninguém se atreve...).
Neste contexto, acho que é fácil de perceber que eu não gosto -- NEM POR NADA -- de deixar livros a meio.
Para além do sentimento de realização de acabar uma coisa que se começa, outros sentimentos entram em jogo quando se trata de livros (e que me estou a borrifar quando se tratam de canetas), por exemplo:
- não conseguir desistir: "é no próximo capitulo que isto vai ficar interessante, se eu desistir agora não vou conseguir perceber o quanto este livro é bom"
- sentimento de culpa ou desrepeito pelo autor: "este tipo passou meses a escrever isto e eu não consigo apreciá-lo ao fim de meras 50 páginas?!"
- sentimento de inferioridade "se calhar sou eu que não estou a perceber o conceito da coisa"
Contudo, só não evolve quem é burro e eu tenho de deixar de me comportar como uma deficiente mental. E por isso, nesse esforço de me superar a mim mesma, tenho lido nos últimos anos muito artigos sobre o assunto e finalmente acho que consegui capturar algumas razões com as quais me sinto confortável para abandonar um livro:
- é uma perda de tempo
- pode resultar num "reading slump" ou, em PT, numa quebra no ritmo de leitura --> que é o caraças para recuperar...
- há demasiados livros no mundo que são mais compatíveis comigo do que este
- não significa que o livro é mau, posso simplesmente não estar na fase certa da minha vida para o ler
E assim, pela primeira vez em toda a minha vida de leitora, resolvi classificar 2 dos livros que ando a arrastar há meses como DNF, que vem do inglês "Do Not Finish" e, malta... é libertador!!!
Neste contexto, acho que é fácil de perceber que eu não gosto -- NEM POR NADA -- de deixar livros a meio.
Para além do sentimento de realização de acabar uma coisa que se começa, outros sentimentos entram em jogo quando se trata de livros (e que me estou a borrifar quando se tratam de canetas), por exemplo:
- não conseguir desistir: "é no próximo capitulo que isto vai ficar interessante, se eu desistir agora não vou conseguir perceber o quanto este livro é bom"
- sentimento de culpa ou desrepeito pelo autor: "este tipo passou meses a escrever isto e eu não consigo apreciá-lo ao fim de meras 50 páginas?!"
- sentimento de inferioridade "se calhar sou eu que não estou a perceber o conceito da coisa"
Contudo, só não evolve quem é burro e eu tenho de deixar de me comportar como uma deficiente mental. E por isso, nesse esforço de me superar a mim mesma, tenho lido nos últimos anos muito artigos sobre o assunto e finalmente acho que consegui capturar algumas razões com as quais me sinto confortável para abandonar um livro:
- é uma perda de tempo
- pode resultar num "reading slump" ou, em PT, numa quebra no ritmo de leitura --> que é o caraças para recuperar...
- há demasiados livros no mundo que são mais compatíveis comigo do que este
- não significa que o livro é mau, posso simplesmente não estar na fase certa da minha vida para o ler
E assim, pela primeira vez em toda a minha vida de leitora, resolvi classificar 2 dos livros que ando a arrastar há meses como DNF, que vem do inglês "Do Not Finish" e, malta... é libertador!!!
[REVIEW] Morning Star
Morning Star by Pierce BrownMy rating: 5 of 5 stars
I am so surprised with this trilogy!! Where the hell were these books until now, how come I just found them out?!
I think I would have loved to read these books on my early twenties, but now (in my mid-thirties) I enjoy so many details and subliminal messages of leadership, courage, friendship, vulnerability, trust… all concepts that I am trained for at my job & real life!! I am amazed that these messages are actually being passed by to Young Adults… wait, is this a YA book? There´s a lot of blood, deaths, lost body parts... but no sex (I remembered a youtuber once commenting on this: YA books can have huge amounts of blood and violence, so much it can take our sleep way, but sex… OMG no way! That´s scandalous!... ahahahah – I find it a strange kind of morality and decency, but anyways…)
So, yes! Go Reds! I loved this trilogy and in particular Tim Gerard Reynolds narrating the audiobooks… He is so awesome, I have no words for it… He managed to completely absorb me in the story, but better than that: Darrow has sometimes humor shifts, first he feels sad, then he starts getting angry and suddenly he is all courage and determination, a wrecking ball… well, there I was on my bike on my way to work, emotionally exhausted at 8am because Tim just walked me through the whole thing as if is the mood swing had just happened to me!!! This is what you want in an audiobook narrator!!!
Guys, you need to listen to the audiobooks of this trilogy! Well, actually, it´s not a trilogy anymore, according to Goodreads it´s going to be 6 books…
As for me, I need a break from the emotional drainage, I lived that war and saw many friends die… it was too hard, I will start Iron Age after 1 or 2 non-fiction books…
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14 de Fevereiro -- International Book Giving Day
O dia de s. Valentim tem agora muito mais interesse para mim :-)
2019 Costa Book Awards
No passado dia 28 de Janeiro foram anunciados os vencedores dos prémios literários Costa que geralmente homenageam as categorias:
1 - Biografia
2 - Primeiro Romance
3 - Romance
4 - Poesia
5 - Livro para Crianças
e para um dos anteriores é ainda atribuído o prémio de 6 - Livro do Ano.
A imagem seguinte dá-vos uma idea das capas -- se bem que ninguém julga os livros pelas capas por aqui... certo?...
Então aqui estão os laureados:
1 - The Volunteer: The True Story of the Resistance Hero who Infiltrated Auschwitz by Jack Fairweather (4.42*)
2 - The Confessions of Frannie Langton by Sara Collins (3.62*)
3 - Middle England by Jonathan Coe (3.99*)
4 - Flèche by Mary Jean Chan (4.34*)
5 - Asha & the Spirit Bird by Jasbinder Bilan (3.95*)
Confesso que não ouvi falar de nenhum... a grande vantagem de rever prémios pouco conhecidos é precisamente alargarmos os horizontes!
* Entre parentesis está a classificação dos livros no Goodreads no momento da publicação deste post... pretty high, huh?
1 - Biografia
2 - Primeiro Romance
3 - Romance
4 - Poesia
5 - Livro para Crianças
e para um dos anteriores é ainda atribuído o prémio de 6 - Livro do Ano.
A imagem seguinte dá-vos uma idea das capas -- se bem que ninguém julga os livros pelas capas por aqui... certo?...
Então aqui estão os laureados:
1 - The Volunteer: The True Story of the Resistance Hero who Infiltrated Auschwitz by Jack Fairweather (4.42*)
2 - The Confessions of Frannie Langton by Sara Collins (3.62*)
3 - Middle England by Jonathan Coe (3.99*)
4 - Flèche by Mary Jean Chan (4.34*)
5 - Asha & the Spirit Bird by Jasbinder Bilan (3.95*)
Confesso que não ouvi falar de nenhum... a grande vantagem de rever prémios pouco conhecidos é precisamente alargarmos os horizontes!
* Entre parentesis está a classificação dos livros no Goodreads no momento da publicação deste post... pretty high, huh?
[REVIEW] Golden Son
Golden Son by Pierce BrownMy rating: 5 of 5 stars
Holy smokes! I loved it!
Again, the narrator is co-responsible for my dedication /addiction/ love...?
Darrow is no longer a kid, he commands war. He makes (hard) choices, he is a leader, he is afraid. But he goes for it, inspiring! And in the meantime we learn about how humanity got to this point, why is society organized by colors, why do golds rule.
The ending just made sure I will keep reading these... someone’s head, eyeless, mouth full of grapes. Holy smokes...
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