Mal posso esperar por pôr as minhas mãozinhas no Drive Your Plow Over the Bones of the Dead.
Eu, eu e eu, o meu umbigo, o drama da emigração e talvez ainda uns pozinhos de feminismo.
Este ano há 2!
Depois do escândalo em que a Academia sueca se viu envolvida em 2018, em 2019 há dois prémios Nobel atribuídos. Parabéns à escritora e activista polaca Olga Nawoja Tokarczuk e ao escritor austríaco Peter Handke.

Mal posso esperar por pôr as minhas mãozinhas no Drive Your Plow Over the Bones of the Dead.
Mal posso esperar por pôr as minhas mãozinhas no Drive Your Plow Over the Bones of the Dead.
Women´s Prize for Fiction - 2019
Tayari Jones é a grande vencedora este ano, com o livro "An American Marriage" que retrata o encarceramento de um jovem afro-americano (por um crime que ele não cometeu) e o devastador impacto no seu casamento.
Este livro é um dos favoritos do ano de Oprah e Barack Obama... Alguém mais já o leu?
Este livro é um dos favoritos do ano de Oprah e Barack Obama... Alguém mais já o leu?
Não há Nobel pra ninguém, vamos embora Manel!
Ainda no meio das revelações do movimento #MeToo, agora é a mais prestigiada Academia que se vê envolvida num escândalo...
Infelizmente, agressão e abuso de mulheres é prática comum... Por mim, ou a Suécia aprende a lidar com os problemas em vez de os evitar (ou fingir que não existem), ou a Academia bem que pode fechar. Uma perda para a cultura mundial, mas se esse é o preço a pagar, que seja.
Basta de abuso. Time´s up.
National Book Awards - vencedores
E aqui estão os vencedores do prémio National Book Award:
FICÇÃO: "The friend" de Sigrid Nunez
NÃO-FICÇÃO: "The new negro: the life of Alain Locke" de Jeffrey C. Stewart
POESIA: "Indecency" de Justin Phillip Reed
LITERATURA TRADUZIDA (para inglês, pois claro!): "The emissary" de Yoko Tawada (tradução por Margaret Mitsutani)
LITERATURA PARA JOVENS: "The poet X" de Elizabeth Acevedo
Qual destes estão ansiosos por ler?
Confesso que é um esforço não os encomendar já a todos...
FICÇÃO: "The friend" de Sigrid Nunez
NÃO-FICÇÃO: "The new negro: the life of Alain Locke" de Jeffrey C. Stewart
POESIA: "Indecency" de Justin Phillip Reed
LITERATURA TRADUZIDA (para inglês, pois claro!): "The emissary" de Yoko Tawada (tradução por Margaret Mitsutani)
LITERATURA PARA JOVENS: "The poet X" de Elizabeth Acevedo
Qual destes estão ansiosos por ler?
Confesso que é um esforço não os encomendar já a todos...
Goncourt 2018
Este ano, foi Nicolas Mathieu quem ganhou o prémio Goncourt pelo livro "Leurs enfants après eux".
O livro conta a história de 4 adolescentes que vivem no vale da Lorraine, devastado pela crise do fim dos anos de Mitterrand. A cidade é cinzenta, indústrias fechadas, e os adolescentes passam os dias a andar de canoa e biciclete, fumar charros e ouvir Nirvana, sem se preocuparem com o futuro.
O livro conta a história de 4 adolescentes que vivem no vale da Lorraine, devastado pela crise do fim dos anos de Mitterrand. A cidade é cinzenta, indústrias fechadas, e os adolescentes passam os dias a andar de canoa e biciclete, fumar charros e ouvir Nirvana, sem se preocuparem com o futuro.
Booker Prize
E a laureada este ano com o prémio Booker foi Anna Burns com o livro Milkman.
Retirado de thebookerprizes.com e traduzido:
"O romance descreve de maneira brilhante o poder da bisbilhotice e da pressão social numa comunidade unida e mostra como boatos e lealdades políticas podem ser colocados ao serviço de uma campanha implacável de assédio sexual."
Retirado de thebookerprizes.com e traduzido:
"O romance descreve de maneira brilhante o poder da bisbilhotice e da pressão social numa comunidade unida e mostra como boatos e lealdades políticas podem ser colocados ao serviço de uma campanha implacável de assédio sexual."
Women´s Prize for Fiction - 2018
O novo romance de Kamila Shamsie, Home Fire, foi traduzido para português com o título "Conflito Interno" e é considerado uma versão ousada de “Antígona”, de Sófocles.
Uma história sobre lealdades que não resistem à colisão entre amor e política e confirma Kamila Shamsie como uma grande escritora dos nossos tempos.
Uma história sobre lealdades que não resistem à colisão entre amor e política e confirma Kamila Shamsie como uma grande escritora dos nossos tempos.
Why have kids? - um livro controverso
Eu gosto de livros controversos, gosto de sentir o meu estomago a remexer, o meu pudor a retrair-se em choque, a minha irritação a aumentar e fazer-me transpirar :-)
Geralmente acabo os livros controversos com a sensação que aprendi alguma coisa, ou melhor do que isso, mais tolerante com as pessoas que pensam de forma dierente ou vivem experiências diferentes que - se não fosse o livro - eu não teria oportunidade de conhecer.
Este livro fez-me sentir revoltada algumas vezes, mas aprendi imenso!
Aprendi que as mulheres grávidas são muitas vezes tratadas como vasos e nada mais; que as mulheres que têm não querem ter filhos são ostracizadas e não respeitadas pelas suas escolhas; que as mães que trabalham fora de casa se cruzam pelo menos uma vez na vida com uma pessoa que acha que as crianças são mais saudáveis quando as mães ficam em casa; que ainda há pessoas que pensam que filhos de casais do mesmo sexo vão ter problemas graves (ninguém sabe dizer quais, mas vão)...
Se forem como eu, vão concordar com muito do que é dito, vão discordar de outras coisas, mas de uma forma geral vão sair destas páginas com mais ums gramas de tolerância e abertura para situações que nunca imaginamos...
Geralmente acabo os livros controversos com a sensação que aprendi alguma coisa, ou melhor do que isso, mais tolerante com as pessoas que pensam de forma dierente ou vivem experiências diferentes que - se não fosse o livro - eu não teria oportunidade de conhecer.
Este livro fez-me sentir revoltada algumas vezes, mas aprendi imenso!
Aprendi que as mulheres grávidas são muitas vezes tratadas como vasos e nada mais; que as mulheres que têm não querem ter filhos são ostracizadas e não respeitadas pelas suas escolhas; que as mães que trabalham fora de casa se cruzam pelo menos uma vez na vida com uma pessoa que acha que as crianças são mais saudáveis quando as mães ficam em casa; que ainda há pessoas que pensam que filhos de casais do mesmo sexo vão ter problemas graves (ninguém sabe dizer quais, mas vão)...
Se forem como eu, vão concordar com muito do que é dito, vão discordar de outras coisas, mas de uma forma geral vão sair destas páginas com mais ums gramas de tolerância e abertura para situações que nunca imaginamos...
The Cost of Sugar
Uma das muitas vantagens de participar num bookclub numa terra que não é a nossa, é a oportunidade de ler clássicos que nem sequer sabíamos que existiam...
:-)
The cost of sugar é um clássico do colonialismo holandês e conta a história da escravidão nas plantações de cana de açúcar no Suriname. O livro começa por se focar na história de uma família proprietária de uma plantação que vê as suas filhas casarem com donos de outras plantações (numa altura em que o casamento era tudo a que uma mulher podia aspirar), formar família, ver o negócio florescer...
Mas nas entrelinhas há uma outra história que se conta: a história dos escravos, das suas próprias famílias, dos castigos e do desejo de liberdade, dos ataques às plantações pelos rebeldes e a vingança sobre os brancos...
O facto de o livro citar algumas referências bibliográficas torna o livro mais credível e significativo.
A escravidão é uma parte inegável da história portuguesa e estes livros revelam-se muito mais perturbadores sabendo eu que nós fizemos coisas semelhantes...
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